A tentativa da ex-prefeita Francimara Azeredo de responsabilizar a atual gestão pela não abertura da UTI do Hospital Manoel Carola acabou tendo efeito contrário. O documento que ela mesma publicou nas redes sociais prova que a UTI nunca chegou a funcionar, nem um único dia.
Assista a publicação no Instagram da ex-prefeita:
O ofício nº 007/2024, assinado pelo então secretário municipal de Saúde Sebastião Tavares Campista Filho, mostra que, embora o espaço físico tenha sido entregue em 2 de outubro de 2024, a unidade não tinha condições legais para atender pacientes.
PRÉDIO PRONTO NÃO É UTI FUNCIONANDO
O que o documento deixa claro é simples e fácil de entender:
entregar a obra não significa poder abrir a UTI.
Segundo o próprio ofício, faltavam pontos básicos e obrigatórios, como:
protocolos médicos e de segurança;
regras de funcionamento;
organização técnica do serviço;
uma comissão de profissionais para definir como a UTI iria operar.
Sem isso, não existe UTI, apenas um espaço vazio.
A CONFISSÃO ESTÁ NO PAPEL
O texto do documento reconhece que seria preciso criar uma comissão multidisciplinar para, só depois, preparar tudo o que a lei exige para o funcionamento. Isso é uma confissão clara de que nada estava pronto.
Se fosse possível abrir a UTI, não haveria necessidade de “criar” protocolos nem de “organizar” processos. O próprio documento prova que isso ainda não existia.
“NÃO HÁ EMBARGO” NÃO SIGNIFICA QUE PODE FUNCIONAR
A ex-prefeita tenta dizer que a UTI não funciona porque a atual prefeita Yara Cinthia Rocha Nogueira não quis abrir, já que não existe embargo oficial.
Isso não é verdade.
Na saúde, não precisa haver embargo no papel para uma UTI ficar fechada.
Se não existem protocolos, regras e autorização técnica, a UTI simplesmente não pode funcionar.
Abrir nessas condições seria colocar vidas em risco.
A UTI NUNCA ATENDEU NINGUÉM
Esse é o ponto principal que não pode ser escondido:
- A UTI nunca funcionou.
- Nenhum paciente foi atendido ali.
- Nunca houve leitos ativos.
O próprio documento confirma que tudo ainda precisava ser organizado para que, no futuro, pudesse funcionar.
O TIRO SAIU PELA CULATRA
Ao divulgar o ofício, Francimara acabou:
provando que a UTI não estava pronta;
confirmando que o problema vem da gestão anterior;
reforçando as denúncias feitas pela atual prefeita;
desmontando a própria narrativa.
Na tentativa de atacar, acabou entregando a prova de que a UTI foi inaugurada só no discurso.
CONCLUSÃO
A discussão agora não é mais política, é documental.
E o documento é claro: a UTI do Hospital Manoel Carola nunca funcionou porque não tinha condições legais para funcionar.
Contra fatos escritos e assinados, não há argumento.


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