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Itaperuna atravessa um dos períodos mais graves de sua história recente. O município passou a figurar entre as cidades mais violentas do Brasil e ocupa hoje o 1º lugar em violência no estado do Rio de Janeiro e o 9º no ranking nacional, considerando a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes.
Não se trata de percepção, são números oficiais que colocam o município em um cenário alarmante.
A escalada da violência não começou agora, mas foi sob a gestão do prefeito Nel Medeiros que a situação atingiu um patamar crítico. Diante do crescimento contínuo dos índices, a população esperava uma resposta estruturada, visível e estratégica por parte do governo municipal. Essa reação, porém, não se mostrou proporcional à gravidade do problema.
Embora a segurança pública seja atribuição do Estado, o município tem papel fundamental na prevenção da violência. Cidades que enfrentam esse desafio investem em iluminação pública eficiente, recuperação de áreas degradadas, ocupação de espaços com esporte e cultura, programas sociais em regiões vulneráveis e integração com as forças estaduais.
Em Itaperuna, a ausência de políticas municipais robustas e de um plano público transparente de enfrentamento à violência expôs fragilidades. E fragilidades, em cenários de criminalidade organizada, costumam ser rapidamente exploradas.
Governos são avaliados pela capacidade de reagir às crises. Quando os índices de violência sobem e não se observa uma mobilização institucional clara e contínua, instala-se na população a sensação de abandono. E omissão diante de uma crise também é forma de responsabilidade administrativa.
Impactos que vão além da violência
Quando uma cidade entra para os rankings de violência, os efeitos são devastadores e multifacetados:
• Afastam investimentos
• Desvalorizam imóveis
• Prejudicam o comércio local
• Enfraquecem o turismo
• Geram evasão de famílias
• Aumentam custos com medidas de prevenção privada
A crise da segurança, portanto, não é só policial, é econômica, social e institucional.
A violência deixou de ser apenas um problema estatístico em Itaperuna. Tornou-se um fator que impacta diretamente o desenvolvimento do município e a qualidade de vida da população. E, diante desse cenário, cresce a cobrança por liderança, planejamento e ação efetiva do poder público municipal.




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