sábado, 3 de janeiro de 2026

Prefeita Yara cobra solução de Calamidade Hídrica em São Francisco de Itabapoana

O que deveria ser um verão de descanso, turismo e geração de renda transformou-se num cenário de calamidade pública na praia de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana. Há dias, moradores e visitantes convivem com interrupções totais no abastecimento de água, enquanto a tarifa mínima salta para R$ 85,54, agravando ainda mais a indignação popular.

Relatos apontam que, quando a água chega, não é potável. A coloração escura, comparada à de “Mate Leão”, e o estado das caixas d’água, frequentemente sujas, levantam suspeitas graves sobre ausência de tratamento adequado, colocando em risco a saúde pública. Idosos, doentes, gestantes, crianças e bebés estão entre os mais afetados. Há casos extremos, como o de uma moradora acamada que precisou receber higiene improvisada em leito por absoluta falta d’água.

Privatização que prometeu solução, mas entregou colapso

A crise escancara as consequências da venda da CEDAE, ocorrida na gestão passada, que transferiu a operação para a concessionária Águas do Rio. A promessa de eficiência e investimentos não se materializou. Ao contrário: problemas antigos persistem e novos se acumulam, apesar do tempo mais do que suficiente para correções estruturais.

As justificativas apresentadas pela empresa centradas em quedas de energia e impactos no sistema de Gargaú, não convencem a população. Medidas emergenciais como geradores adicionais e caminhões-pipa, anunciadas pelo gerente institucional André Bianchini, não resolvem o essencial: fornecimento contínuo de água limpa e tratada, como manda a lei e exige a dignidade humana.

Prefeita reage e cobra solução imediata

A prefeita Yara Cinthia tomou ciência da situação, entrou em contacto direto com a concessionária e não poupou críticas. Visivelmente exausta diante da reincidência dos problemas, que atingem inclusive sua própria família, a prefeita classificou o episódio como “um absurdo” e deixou claro que a paciência se esgotou.

Verão comprometido, economia afetada

O governo municipal preparou o litoral para receber turistas, aquecer o comércio e fortalecer a economia local. Contudo, a irresponsabilidade da concessionária jogou água de brejo nos planos de milhares de pessoas, afetando hotéis, restaurantes, quiosques e trabalhadores que dependem da temporada.

Ministério Público na rota

Diante da gravidade, denúncias ao Ministério Público são inevitáveis. O que está em causa não é um transtorno pontual, mas saúde pública, respeito ao consumidor e cumprimento de contrato. Água imprópria, cobranças elevadas e falhas recorrentes configuram um quadro que exige apuração rigorosa e responsabilização.

Conclusão

Santa Clara vive um colapso hídrico inadmissível. A privatização não pode servir de escudo para a negligência. A população exige, e tem direito a água limpa, regular e acessível. Até que isso aconteça, a crise seguirá como símbolo de uma concessão que falhou no básico e comprometeu o verão, a saúde e a dignidade de quem vive e visita o litoral sanfranciscano.

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Sobre a privatização da CEDAE...

“No caso de São Francisco de Itabapoana, foi divulgado à época que o município teria recebido cerca de R$ 35 milhões como repasse vinculado à concessão. No entanto, não há ampla publicidade acessível sobre o ato formal de recebimento, a destinação específica desses recursos, eventual vinculação a investimentos em saneamento ou relatórios locais de acompanhamento e fiscalização de sua aplicação.”

“Diante do atual colapso no abastecimento de água, a população questiona como esse recurso foi aplicado e quais mecanismos de fiscalização acompanharam sua execução.”

ALGUÉM VAI PAGAR ESSA CONTA!!!


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