sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

RJ-226: ENTRE A COBRANÇA MIDIÁTICA E A ARTICULAÇÃO REAL QUE VIABILIZA OBRAS

Uma publicação da TV Natividade + circula nas redes sociais atribuindo a si o mérito pelo início do recapeamento da RJ-226, no trecho que liga Natividade ao distrito de Ourânia.

A narrativa é clara: segundo o canal, a obra só estaria acontecendo porque o veículo “deu voz ao povo” e manteve a cobrança.

A pergunta que se impõe é simples:

obra estadual começa por postagem ou por articulação institucional?

É legítimo que a imprensa cobre. É saudável que a população se manifeste.

Mas há um limite entre fiscalizar e reivindicar a paternidade de um ato administrativo que depende de engrenagem política complexa.

Rodovias estaduais são de responsabilidade do Governo do Estado, executadas por meio do DER-RJ. O início de um recapeamento não surge espontaneamente após publicações em rede social. Ele decorre de:

Reuniões oficiais;

Intervenções formais;

Tratativas com o presidente do DER;

Mobilização de deputados estaduais e federais;

Alinhamento político e administrativo.

E esses movimentos aconteceram.

O prefeito Taninho Toledo esteve em agenda no Rio de Janeiro, em reunião com o presidente do DER-RJ. Esteve articulando junto a deputados estaduais. Esteve em Brasília, com o deputado federal Murillo Gouvêa, buscando apoio institucional.

Esses fatos são documentados e conhecidos.

Não se trata de narrativa. Trata-se de cronologia.

Durante meses, o governo municipal foi alvo de críticas severas sobre a situação da estrada, inclusive por parte do mesmo canal que agora tenta capitalizar politicamente o início da obra.

Criticar é direito.

Mas transformar cobrança em autoria administrativa é distorção.

Existe uma diferença objetiva entre denunciar um problema e resolvê-lo.

A história política de Natividade mostra que Taninho Toledo não é um gestor improvisado. É um nome consolidado no meio político, com trânsito institucional e capacidade de articulação comprovada.

Obras estaduais exigem acesso. Exigem interlocução. Exigem credibilidade junto ao governo estadual.

E isso não se constrói em comentários de rede social.

A população cobrou? Sim.

A imprensa repercutiu? Sim.

Mas quem sentou à mesa, abriu agenda, articulou e construiu o caminho institucional foi a liderança política do município.

Há limites para a tentativa de apropriação de mérito.

A RJ-226 está sendo recapeada não por protagonismo midiático, mas por articulação política concreta.

E a política, quando feita com responsabilidade, tem nome.

Taninho Toledo.



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