Uma publicação da TV Natividade + circula nas redes sociais atribuindo a si o mérito pelo início do recapeamento da RJ-226, no trecho que liga Natividade ao distrito de Ourânia.
A narrativa é clara: segundo o canal, a obra só estaria acontecendo porque o veículo “deu voz ao povo” e manteve a cobrança.
A pergunta que se impõe é simples:
obra estadual começa por postagem ou por articulação institucional?
É legítimo que a imprensa cobre. É saudável que a população se manifeste.
Mas há um limite entre fiscalizar e reivindicar a paternidade de um ato administrativo que depende de engrenagem política complexa.
Rodovias estaduais são de responsabilidade do Governo do Estado, executadas por meio do DER-RJ. O início de um recapeamento não surge espontaneamente após publicações em rede social. Ele decorre de:
Reuniões oficiais;
Intervenções formais;
Tratativas com o presidente do DER;
Mobilização de deputados estaduais e federais;
Alinhamento político e administrativo.
E esses movimentos aconteceram.
O prefeito Taninho Toledo esteve em agenda no Rio de Janeiro, em reunião com o presidente do DER-RJ. Esteve articulando junto a deputados estaduais. Esteve em Brasília, com o deputado federal Murillo Gouvêa, buscando apoio institucional.
Esses fatos são documentados e conhecidos.
Não se trata de narrativa. Trata-se de cronologia.
Durante meses, o governo municipal foi alvo de críticas severas sobre a situação da estrada, inclusive por parte do mesmo canal que agora tenta capitalizar politicamente o início da obra.
Criticar é direito.
Mas transformar cobrança em autoria administrativa é distorção.
Existe uma diferença objetiva entre denunciar um problema e resolvê-lo.
A história política de Natividade mostra que Taninho Toledo não é um gestor improvisado. É um nome consolidado no meio político, com trânsito institucional e capacidade de articulação comprovada.
Obras estaduais exigem acesso. Exigem interlocução. Exigem credibilidade junto ao governo estadual.
E isso não se constrói em comentários de rede social.
A população cobrou? Sim.
A imprensa repercutiu? Sim.
Mas quem sentou à mesa, abriu agenda, articulou e construiu o caminho institucional foi a liderança política do município.
Há limites para a tentativa de apropriação de mérito.
A RJ-226 está sendo recapeada não por protagonismo midiático, mas por articulação política concreta.
E a política, quando feita com responsabilidade, tem nome.
Taninho Toledo.


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