Há movimentos silenciosos que dizem mais do que discursos inflamados. No ambiente digital, hoje um dos mais fiéis espelhos do humor social, a prefeita Yara Cinthia acaba de ultrapassar a ex-prefeita Francimara Azeredo no número de seguidores nas redes sociais. À primeira vista, pode parecer apenas uma estatística. Na leitura política correta, é um sinal claro de mudança de eixo.
Yara está no seu primeiro mandato como prefeita, enquanto Francimara exerceu dois mandatos completos à frente do Executivo municipal. A comparação, portanto, não é trivial. Redes sociais não crescem por decreto, nem por memória administrativa: crescem por identificação, expectativa e confiança projetada.
É verdade que se pode argumentar que Yara teve três mandatos como vereadora. Mas essa observação, longe de diminuir o feito, reforça-o. A visibilidade de um vereador, mesmo atuante, é incomparavelmente menor do que a de um prefeito em exercício. O que se vê agora é a consolidação de uma liderança que conseguiu converter trajetória política em capital simbólico real, algo que muitos não conseguem mesmo após anos no poder.
O dado mais relevante não é apenas a ultrapassagem numérica, mas o momento em que ela ocorre:
início de mandato,
expectativa ainda em formação,
população observando, avaliando, testando.
No mundo digital não há seguidores abstratos. Há pessoas reais, com CPF, título eleitoral, família, insatisfações e esperanças. Cada novo seguidor é, no mínimo, um cidadão disposto a ouvir; no máximo, um eleitor em potencial já inclinado.
Esse cenário indica que Yara Cinthia começa a ocupar um espaço que vai além da institucionalidade do cargo: ela passa a disputar, e vencer — a atenção, o bem mais valioso da política contemporânea. Enquanto gestões passadas dependiam quase exclusivamente da máquina administrativa e da memória do poder, a atual prefeita demonstra capacidade de dialogar com o presente, onde política se constrói também na tela do telemóvel.
Não se trata de vitória eleitoral antecipada, nem de julgamento definitivo de gestão. Trata-se de algo igualmente estratégico: aceitação inicial, curva positiva de imagem e sintonia com o tempo atual.
Na política moderna, quem ignora os sinais digitais costuma acordar tarde demais. E, neste momento, o sinal é inequívoco:
Yara Cinthia começa o seu segundo ano de governo com o vento a favor, inclusive no território onde hoje se formam opiniões, narrativas e decisões: o digital.

Sem comentários:
Enviar um comentário